quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Seis Filmes (que você provavelmente não viu) e que podem te inspirar no RPG – Parte I.

Budegueiros! Hoje vos trago uma lista com cinco filmes que podem servir de inspiração na hora de narrar ou mesmo para criar uma história, um feedback para uma futura sessão de RPG. Agora se você não joga, tenho duas ótimas dicas: 



Primeira dica: vá jogar; sério! RPG parece coisa de outro mundo, muito complexo, mas assim que você pega o jeito, se torna algo extremamente divertido e viciante. Então procure algum grupo que esteja programando alguma campanha com a qual você se identifique e vá e mostre seu #RPGPower.
Segunda dica: Se mesmo depois dos meus incansáveis esforços, você não quiser conhecer o mundo fantástico do RPG – que não se resume somente a jogos Medievais –, você terá uma lista com filmes bem interessantes pra assistir.

Antes de iniciar a lista, aqui vão algumas informações: não vai rolar nenhum spoiler, podem ficar tranquilos. Alguns dos filmes talvez não sejam tão conhecidos entre o grande público, e foi esse o motivo pra que eu os escolhesse: são obras quase Cult, portanto alguns deles têm histórias que podem ser bastante inspiradoras pra mesas de RPG. Alguns filmes são do gênero Terror, outros seguem a linha de Filmes B e entraram na lista pelo estilo singular e interessante. Além disso, a lista será divida em duas partes pra postagem não ficar muito extensa e vai seguir o seguinte modelo:

Nome do Filme (ano de produção).
Pequena Sinopse.
Por que vale a pena assistir e como você pode usar no RPG?

 Então aqui vão os cinco filmes que podem ajudar você a ter uma sessão de RPG mais legal ou que vão te divertir de alguma forma:




1 – “Hobo With a Shotgun” ou “O Vingador” (2011) 




Sinopse: Um mendigo sem nome (interpretado por Ruther Hauer) chega a uma cidade e logo presencia um homem ser executado a mando do “chefão” do lugar, o traficante Drake (Brian Downey). Algum tempo depois, ele salva a vida de uma garota chamada Abby (Molly Dunwstowth) e é punido pelos filhos de Drake e pela polícia. Quando se encontra no meio de um assalto a uma loja, o mendigo decide fazer justiça com as próprias mãos e começa a caçar assassinos, pedófilos e qualquer pessoa que não esteja nos trilhos. E isso inclui o próprio Drake.


Por que vale a pena assistir e como você pode usar no RPG?
Antes de tudo: tenha em mente que “O Vingador” é um filme que segue a linha exploitation, ou seja, ele é exagerado nos temas que aborda – em tradução livre, seria algo como cinema apelativo –, então você vai ter um filme bem B com diálogos terríveis, cores berrantes e muito humor negro. Seu estilo remete aos filmes de baixo orçamento da década de 70 e 80. Mas não desista ainda: toda essa mistura insana resulta em um filme bastante divertido. A violência não chega ao nível gratuito de filmes como “Centopeia Humana”, “O Albergue” ou o totalmente dispensável “A Serbian Film”. Apesar de ser um filme bastante violento, tudo “tem um propósito” e não foi feito para chocar, mas para divertir. Se você procura um filme que não é necessário fritar seus miolos para entender uma trama complexa e cheia de detalhes, este é um filme que você deveria dar uma chance.


Uma cidade controlada por um traficante megalomaníaco onde a violência reina soberana e nem a própria policia sai limpa, um lugar onde todos se calam diante de todas as atrocidades possíveis e imagináveis e você só tem uma arma: um calibre doze. Você decide encarnar o Rambo e resolve fazer justiça com as próprias mãos. Esse é o plot (ponto de partida) excelente pra uma partida One Shot (partida única), ainda mais se o grupo decidir usar o sistema Fiasco. Se não conhece o sistema, vou dar uma dica excelente: o Podcast Sarjeta RPG tem um podcast onde eles gravam sessões de RPG usando o Fiasco. Vale muito a pena conferir o trabalho deles pra confirmar como esse filme ficaria perfeito nesse sistema.


2 – “Horsehead” (2014)



Sinopse: Jessica (Lilly-Fleur Pointeaux) sempre teve pesadelos e essa vida assombrada levou a jovem a estudar psicofisiologia. Quando sua avó materna vem a falecer, ela relutantemente volta pra antiga casa para o velório. Jessica passa então a ter pesadelos ainda mais estranhos, dessa vez com os membros de sua família. Ela decide então usar o sonho lúcido – aproveitando seu estado físico debilitado devido à febre alta – e passa a investigar o passado de sua família. Mas todas as pistas apontam para uma criatura humanoide com cabeça de cavalo que tem ligação com seus antepassados.


Por que vale a pena assistir e como você pode usar no RPG?
 “Horsehead” possui uma fotografia fantástica. O filme tem um tom sombrio com pouca iluminação e cores “secas” – principalmente bege, marrom, vermelho e azul –, que ajudam a criar um clima de tensão e terror psicológico. A historia é interessante, porem não foi totalmente aproveitada. Toda a simbologia, o mundo dos sonhos e até mesmo o próprio Horsehead poderiam ter sido melhores explorados. Deixando de lado esses pontos negativos, você encontrará um filme superinteressante que vale a pipoca. Todo o filme se passe em em Argenton-sur Creuse na França – se você procurar no Google Maps vai ver que é uma comuna francesa de aproximadamente 5.000 habitantes, é belíssima –, e mesmo com um cenário “limitado”, o trabalho da equipe ficou incrível. Horsehead vale a pena por toda a sua simbologia, seu quê de religião e todo o mistério envolvendo a família de Jessica. 


O filme se torna interessante pela trama povoada de mistérios e simbolismos, temas que se encaixam como uma luva em sistemas que misturam o sobrenatural e investigações (como alguns jogos que usam o sistema do Mundo das Trevas). Juntar peças no mundo dos sonhos para entender e enfrentar o mundo corpóreo não é tarefa simples. A tênue linha entre o onírico e real é um risco que os personagens devem correr para salvarem aqueles que amam e principalmente, a si mesmos.

3 – “It Follows” ou “Corrente do Mal” (2014)

        


Sinopse: Jay (Maika Monroe) é uma adolescente comum. Estuda, passa o dia na piscina ou no lago e assiste filmes com os amigos. Quando a jovem conhece um garoto com quem passa a noite e acaba transando, o rapaz diz que ele carregava uma “força” maligna no corpo que é transmissível apenas através do sexo. Ele também diz à Jay que ela deve passar essa “força” adiante e a outra pessoa deve fazer o mesmo, ou ambos irão morrer. Jay passa a ser perseguida por pessoas estranhas (algumas são versões parecidas de pessoas próximas) e isso não irá parar até que ela passe para outro alguém o que carrega consigo. Porem ela é a única que vê a figura estranha. Ela então tem que decidir entre lutar contra algo que ela sequer sabe o que é, ou passar o que quer que esteja carregando, para outra pessoa.


Por que vale a pena assistir e como você pode usar no RPG?
 “Corrente do Mal” é um sopro de criatividade em meio à chuva de reboots e remakes que vem assolando o cinema nos últimos tempos. Além de ser uma surpresa extremamente agradável e mais do que bem-vinda, a trilha sonora é sensacional. Disasterpeace (codinome de Rich Vreeland) usa sintetizadores e ruídos de uma forma tão genial e minimalista que todo o filme fica com um tom oitentista. Um prato cheio pra quem quer uma história ousada e quase inovadora (porém contida), com bons sustos e muita tensão. Muita tensão mesmo! O filme tem seus momentos mais “tranquilos”, mas o jogo de câmeras não deixa seus nervos relaxarem. A fotografia do filme também é interessante e somente algumas cenas não tem uma tonalidade fria e desoladora. Tudo é combinado para criar um clima de suspense e terror psicológico. Além disso, você pode encontrar muitas resenhas/críticas interessantes falando sobre metáforas que o filme usa. Vale muito a pena dar uma pesquisada depois dos créditos.


Uma maldição que é transmitida através do sexo? Ser perseguido por pessoas que somente os infectados enxergam? O quão aterrorizante isso pode ser para alguém que viveu até então uma vida normal? Junte isso a elementos sobrenaturais de suplementos e sistemas como Mundo das Trevas (olha ele de novo) e terá um prato cheio para levar seus jogadores a loucura. Se bem trabalhado, o narrador pode traumatizar seus jogadores fazendo-os se sentirem perseguidos na rua enquanto voltam pra casa. Coloque-os em uma posição defensiva em locais com poucas saídas e você será considerado um mestre da narração. Mas ser odiado por causa disso também é uma consequência.

(Artigo escrito por Erick Hunter)
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Essa foi a primeira parte da lista com filmes que podem te ajudar a ter inspiração e soltar a criatividade nas sessões de RPG. 

Quais filmes inspiraram vocês na criação da história ou na hora da narração? Tem algum filme pra acrescentar na lista? Escreva pra gente. O nosso e-mail é o: radiobudega@gmail.com. 

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