segunda-feira, 22 de junho de 2015

Entrevista Rádio Budega - Ítalo Guimarães autor de Poker com o Diabo

Saudações Humanos, o Tio Dio trouxe hoje uma entrevista fantástica com Ítalo Guimarães, um promissor autor brasileiro de horror para falar um pouco sobre sua obra: Poker com o Diabo. Acompanhem!!  





Dio: Bem Ítalo, como foi que nasceu o projeto Poker com o Diabo? Conta um pouco dessa história pra Rádio. 

Ítalo: O Poker com Diabo nasceu a 12 anos atrás, quando eu aprendi a jogar poker. Eu estava fazendo uma peça para a escola, O Alto da Barca do Inferno, ai eu pensei comigo, “como seria o Diabo jogando poker com personagens parecidos com os do Auto da Barca do Inferno?” Eu idealizei, mas na época eu não detalhei. Então a pouco mais de 3 anos, um amigo me ajudou a criar essa história. Inicialmente o Poker com o Diabo não era para ser um livro, e sim uma peça de teatro. 

Dio: O que fez você mudar de planos, de uma peça para um livro?

Ítalo: Eu fui começando a escrever, e descobri que iria dar um livro. 

Dio: Que interessante. Você acha que dá pra dramatizar o Poker com o Diabo?

Ítalo: Tranquilamente, a história acontece em um único cenário, são os mesmos personagens, a trama se desenrola estática, a única dificuldade vai ser achar um anão deformado pra fazer o diabrete. (risos). 

Dio: (Risos) Próxima pergunta, quais foram suas influências? Livros, Filmes, HQs, enfim, o que te inspira a escrever? 

Ítalo: Os personagens são inspirados em figuras além do Alto da Barca do Inferno, o agiota do Poderoso Chefão por exemplo se chama Andoline, que é o sobrenome original de Vito Corleone. A parteira foi inspirada em um livro espírita que eu li chamado “Deixe-me viver”. Já o pastor evangélico, eu tenho certeza que vai dar um “xabú” pra mim, pois eu faço uma crítica social contra os pastores tomando dinheiro dos fieis e fazendo pouco. 

Dio: Momento polêmica, você não acha que aqueles que dão o dízimo o dão porque querem e não porque são obrigados? 

Ítalo: Então, eu me refiro aos pastores que cobram, que ameaçam dizendo que o fiel não vai alcançar a graça se não der o dinheiro. 

Dio: Eu gostei particularmente do seu livro porque toca em problemas atuais, e bem no cerne da questão, ainda mais no Brasil onde as igrejas estão com a imagem cada vez mais desgastada. 

Ítalo: Exato, o capítulo do pastor é muito menos aterrorizante do que o dos outros jogadores, o terror pessoal que ele passa não chega nem perto do terror que os outros passaram, é realmente uma crítica, e meu livro tem essa mensagem crítica. 

Dio: E a forma como você escreve? Você se inspira em algum autor para moldar sua forma de escrita?

Ítalo: Minhas inspirações acabam por se tornar uma mistura de Stephen King com André Vianco, eu tento dramatizar o terror como o King e contar a história como o Vianco. 

Dio: Você acredita que atualmente tem poucos autores de terror no Brasil? Que o gênero não é bem visto por aqui? 

Ítalo: Há poucos escritores de terror no Brasil famosos, o único que é realmente famoso atualmente é o André Vianco, e mesmo assim as plataformas dele são de aventuras de horror. Na internet existem vários blogs e fanfiction que fazem um trabalho esplêndido, mas que não tem espaço, por não terem como publicar, que fazem isso por um blog. Mesmo assim o horror é bem visto no Brasil, mas o público em geral acredita que, seja filme, novela, em fim, tudo que é tupiniquim, não presta, não vale a pena, essa é mentalidade do brasileiro. Mas não, existem grandes nomes na literatura, cinema e teatro, mas é aquela velha história: “tudo que é fora é melhor”, infelizmente, e isso porque, como nos Estados Unidos, eles investem mais, e tem mais liberdade para abordar temas polêmicos, Game of Thrones por exemplo não passaria da primeira temporada aqui. 

Dio: Verdade, embora passem algumas minisséries com uma temática mais adulta na nossa TV aberta, elas só são transmitidas fora do horário nobre, com baixa audiência. 

Ítalo: O Brasil tem grandes nomes, mas esse pensamento tupiniquim de que tudo que é nacional não vale a pena é um problema. O Próprio André Vianco passou 7 anos para ser reconhecido com seu primeiro livro, Os Sete, e isso porque ele foi atrás, caiu de cabeça. 

Dio: Fez tanto sucesso que duas Noites do Terror do Playcenter foram feitas com as temáticas dos livros dele, infelizmente o parque fechou.

Ítalo: Verdade, se o Playcenter não tivesse fechado o Brasil não teria crise hídrica hoje, porque era só marcar de ir no parque que chovia, impressionante. (risos).

Dio: (risos) Verdade. Isso é um plano maligno de forças superiores. Bem, voltando ao seu livro, por que o Poker? Por que não um truco? Ou um Dominó? (risos). 

Ítalo: Eu considero um jogo de classe, um jogo de cavalheiros. 

Dio: Mas você colocou mulheres no seu livro.

Ítalo: Sim, sim, mas digo cavalheiros não em um sentido que ofenda as feministas, e sim por ser um jogo de classe. No poker você não vê gritaria, é um jogo de mentiras e estratégias.

Dio: Perfeito para se jogar com o Capiroto ein? (risos). 

Ítalo: Mentir com o pai da mentira (risos). Mas você pode se perguntar: “Por que não um xadrez, que também é um jogo de classe?” O poker nesse sentido é melhor, pois você blefa, consegue manipular e intimidar seus oponentes, é um jogo mais psicológico, a tensão de mistério no ar é perfeita para o clima, colocar um dominó com o Diabo não teria o mesmo efeito. (risos).

Dio: Que tal um pega varetas com o Diabo? (risos). Bem, o que você tem lido atualmente?

Ítalo: Os últimos livros que eu li foram as da série Guerra dos Tronos, a Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr, Sherlock Holmes e Bento do André Vianco pela terceira vez. 

Dio: O Nível de nerdice está batendo no máximo aqui (risos). Bem, mais uma polêmica, agora em relação a Máfia: Scarface ou Godfather? 

Ítalo: Poderoso Chefão, sem dúvida, tem muito mais classe, mais trama, já a história de Scarface é mais sexo, drogas e rock’n’roll. As duas são fantásticas, mas The Godfather é melhor na minha opinião, afinal é uma história de 20 anos contada em 3 livros/filmes. 

Dio: Realmente fantástica. Última pergunta, o Diabo é o seu alter ego? 

Ítalo: Sim, de certa forma, eu frequento eventos como Zombie Walk, onde você se veste com um estilo mais antigo, e eu particularmente adoro fumar cachimbo, assim como grandes autores como Tolkien e Sir Conan Doyle, e eu fiz o Diabo na peça da escola que eu citei antes, então eu pensei “por que não ser o demônio do meu próprio livro?” (risos). 

Dio: Bem Ítalo, faça seu "jabá" para os leitores da Rádio Budega conheçam um pouco mais do seu trabalho.

Ítalo: Bom, é simples: Quem tem coragem de encarar o Diabo? Muitas pessoas se dizem corajosas, mas e se tivessem que encarar o Diabo face-a-face? E se já estivessem condenadas no inferno e tivesse a chance de liberdade? Você aceitaria uma partida de poker? Os personagens do meu livro aceitaram, e pra saber o que acontece com eles é só lendo meu livro. 
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Segue os link para o livro Poker com o Diabo, ele ainda está em fase de revisão, mas totalmente gratuito para leitura, e se alguém encontrar erros o Ítalo ficará muito agradecido de ser corrigido, afinal ele é formado em Logística e não em letras. Poker com o Diabo

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